segunda-feira, 20 de março de 2017

O DEMÔNIO MUDO E AS CONFISSÕES SACRÍLEGAS


Erat (Iesus) eiciens daemonium, et illud erat mutum — “Estava (Jesus) expelindo um demônio, e ele era mudo” (Luc. 11, 14).
Sumário. O demônio mudo de que fala o Evangelho, significa o falso pejo com que o espírito infernal, depois de seduzir o cristão a ofender seu Deus, procura fazê-lo ocultar o pecado na confissão. Ah, quantas almas caem todos os dias no inferno por este ardil diabólico! Meu irmão, se jamais o demônio te vier tentar assim, pensa que, se é vergonhoso ofender a Deus tão bom, não o é o confessar o pecado cometido e o livrar-se dele. Quantos santos são venerados sobre os altares, que até fizeram uma confissão pública!
I. O demônio mudo de que fala o Evangelho é o falso pejo com que o espírito infernal procura fazer-nos calar na confissão os pecados cometidos, depois de primeiro nos ter cegado para não vermos o mal que cometemos e a ruína que nos preparamos ofendendo a Deus. — Com efeito, exclama São João Crisóstomo, o demônio faz em todas as coisas o contrário do que Deus faz. O Senhor pôs vergonha no pecado, para que não o cometamos; mas depois de o havermos cometido, anima-nos a confessá-lo, prometendo o perdão a quem se acusa. O demônio, ao contrário, inspira confiança ao pecador com a esperança do perdão; mas cometido o pecado, cobre-o de vergonha, para que se não confesse.
Por este ardil diabólico, ó, quantas alma já foram precipitadas e ainda se precipitam cada dia no inferno! Sim, porque os miseráveis convertem em veneno o remédio que Jesus Cristo nos preparou com seu preciosíssimo sangue, e ficam presas com uma dupla cadeia, cometendo depois do primeiro pecado outro mais grave: o sacrilégio.
Irmão meu, se por desgraça a tua alma está manchada pelo pecado, escuta o que te diz o Espírito Santo: Pro anima tua ne confundaris dicere verum (1). Sabe, diz ele, que há duas qualidades de vergonha; deves fugir daquele que te faz inimigo de Deus, conduzindo-te ao pecado; mas não da que se sente ao confessá-lo e te faz receber a graça de Deus nesta vida e a glória do paraíso na outra.
Se, pois, te queres salvar, não te envergonhes de fazer uma boa confissão; aliás a tua alma se perderá. As feridas gangrenosas levam à morte, e tais são os pecados calados na confissão; são chagas da alma que se gangrenaram.
II. Meu filho, vergonhoso é o entrar nesta casa, mas não o sair dela. Assim falou Sócrates a um seu discípulo que não quis ser visto ao sair de uma casa suspeita. É o que digo também àqueles que, depois de cometerem um pecado grave, tem pejo de o confessar. Meu irmão, coisa vergonhosa é ofender a um Deus tão grande e tão bom; mas não o é confessarmos o pecado cometido e livrar-nos dele. Foi porventura coisa vergonhosa para Santa Maria Madalena o confessar em público aos pés de Jesus Cristo, que era uma mulher pecadora? Foi motivo de pejo confessar-se uma Santa Maria Egipcíaca, uma Santa Margarida de Cortona, um Santo Agostinho, e tantos outros penitentes, que algum tempo tinham sido grandes pecadores? Por meio de sua confissão fizeram-se santos.
Ânimo, pois, meu irmão, ânimo! (Falo a quem cometeu a falta de ocultar por vergonha um pecado.) Tem ânimo e dize tudo a um confessor. Dá glória a Deus e confunde o demônio que, como diz o Evangelho, quando saiu do homem, anda por lugares secos, buscando repouso, e não o acha. — Porém, depois de teres confessado bem, prepara-te para novos e mais violentos assaltos da parte do inimigo infernal. Ai de quem o deixa entrar novamente, depois de o haver expulso! Et fiunt novíssima hominis illius peiora prioribus — “O último estado do homem virá a ser pior do que o primeiro”.
Ó meu amabilíssimo Jesus! Iluminai o meu espírito, a fim de que nunca mais me deixe obcecar pelo espírito maligno a cometer de novo o pecado. Pesa-me de Vos haver ofendido, e proponho com a vossa graça antes morrer que tornar a ofender-Vos. Mas, se por desgraça recair, dai-me força para sempre vencer o demônio mudo e confessar-me sinceramente ao vosso ministro. “Peço-Vos, Deus Todo-Poderoso, que atendais propício às minhas humildes súplicas, e que em minha defesa estendais o braço de vossa majestade”. (2) † Doce Coração de Maria, sêde minha salvação. (*III 413)
1. Ecclus. 4, 24.
2. Or. Dom. curr.
Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I – Santo Afonso
Via: Católicos de Ribeirão Preto

quinta-feira, 16 de março de 2017

Dom Orani: Os leigos e a consagração da Eucaristia

Por Cardeal Orani João Tempesta 

Tem voltado à tona alguns debates sobre a questão do sacerdócio ministerial. Falou-se sobre a possibilidade de haver a consagração do pão e do vinho por parte de leigos, especialmente onde faltam sacerdotes válida e licitamente ordenados. Aqui não estaria se tratando dos assim chamados “viri probati”, ou seja, a ordenação de homens casados, mas sim de cristãos leigos sem ordenação sacerdotal. Na última Assembleia da CNBB emitimos um documento muito importante sobre os cristãos leigos e sua missão na Igreja. A presença do laicato na Igreja e, como Igreja, no mundo tem uma grande área de atuação, mas o sacerdócio comum dos fiéis não se confunde com o sacerdócio ministerial.
Mas, quais são os documentos da Tradição da Igreja nessa área? Essa ideia que parece, à primeira vista, simpática e solucionadora do problema da falta de vocações sacerdotais não é nova nem tão simples. As fontes utilizadas foram, de um modo especial a Carta Sacerdotium Ministeriale (citada aqui como SM), da Congregação para a Doutrina da Fé, de 6 de agosto de 1983, e o Curso de Eclesiologia, de D. Estêvão Bettencourt, OSB. Rio de Janeiro: Mater Ecclesiae, 1996, p. 181-197.
Notamos que, embora as opiniões defensoras da Celebração Eucarística por leigos apareçam de formas diversas e matizadas, se mostram deveras perigosas, pois “convergem todas na mesma conclusão: que o poder de realizar o Sacramento da Eucaristia não está necessariamente ligado com a Ordenação sacramental. E é evidente que esta conclusão não pode coadunar-se de maneira nenhuma com a fé transmitida, dado que não só nega o poder confiado aos Sacerdotes, mas também deprecia toda a estrutura apostólica da Igreja e deforma a própria economia sacramental da Salvação” (SM, n. 1).
O Concílio de Latrão IV, realizado em novembro de 1215 – que teve a participação de mais de 400 bispos, o que, sem dúvida, lhe deu grande destaque em vista de heresias ocorrentes na época – reafirmou, por exemplo, a propósito da unidade da Igreja, que n’Ela Jesus Cristo é, ao mesmo tempo, sacerdote e sacrifício. Em Seu corpo e sangue se contem verdadeiramente o sacramento do altar sob as espécies de pão e de vinho, depois do que, em virtude do poder divino, o pão se transubstancia no corpo e o vinho no sangue [do Senhor]: para que deste modo se complete o mistério da unidade [da Igreja], recebendo nós do que é seu e Ele do que é nosso. Ninguém pode realizar este sacramento senão o sacerdote devidamente ordenado com o poder [das chaves] que Jesus Cristo mesmo concedeu aos Apóstolos e seus sucessores. (Cf. Justo Collantes. La fé de la Iglesia: las ideas y los hombres en los documentos doctrinales del Magisterio. 3ª ed. Madri: BAC, 1986, n. 535).
Alguns poderiam indagar se esse não é um documento muito distante, sem valor para os nossos dias tão carentes de sacerdotes e, ademais, depreciador dos leigos como se eles formassem uma classe inferior de fiéis na Igreja – A resposta da Igreja é negativa, por várias razões depreendidas do Concílio Vaticano II e de outros documentos, incluindo a SM, de 1983, que convergem em afirmar alguns pontos básicos, como os que vão a seguir propostos em nove tópicos, a fim de melhor facilitar a compreensão.
1) A Igreja é o Corpo de Cristo prolongado na História e nele há muitas funções ou ministérios como se vê, por exemplo, em 1Cor 12,27: “vós sois o corpo de Cristo e sois os seus membros, cada um por sua parte”, e em Ef 4,11-12: “E ele [Jesus] que concedeu a uns ser apóstolos, a outros pastores e doutores para aperfeiçoar os santos em vista do ministério para a edificação do Corpo de Cristo”.
De acordo com a nota “g” da Bíblia de Jerusalém, os santos aqui mencionados parecem ser os que ensinam, mas também pode designar os cristãos em geral que concorrem para edificar a Igreja de Cristo (cf. At 9,13 e paralelos). Desse modo, a função de presbítero e bispo teria significado próprio, que não pode ser confundido com a missão dos demais fiéis, conforme o argumento proposto no próximo tópico.
2) É Cristo quem confere, pelo Sacramento da Ordem, o ministério ordenado a alguém, e não uma comunidade carente de sacerdotes. Tal sacramento faz com que o ordenado participe no sacerdócio de Nosso Senhor que se diferencia de modo essencial, e não apenas de grau, do sacerdócio comum dos fiéis decorrente do próprio Batismo, de acordo com a Lumen Gentium.
Com efeito, lê-se no citado documento o que segue: “O sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial ou hierárquico, embora se diferenciem essencialmente e não apenas em grau, ordenam-se mutuamente um ao outro; pois um e outro participam, a seu modo, do único sacerdócio de Cristo. Com efeito, o sacerdote ministerial, pelo seu poder sagrado, forma e conduz o povo sacerdotal, realiza o sacrifício eucarístico fazendo as vezes de Cristo e oferece-o a Deus em nome de todo o povo; os fiéis, por sua parte, concorrem para a oblação da Eucaristia em virtude do seu sacerdócio real, que eles exercem na recepção dos sacramentos, na oração e ação de graças, no testemunho da santidade de vida, na abnegação e na caridade operosa”. (n. 10)
Mais: ao falar dos vários tipos de vocações na Igreja, diz a Lumen Gentium que “aqueles dentre os fiéis que são assinalados com a sagrada Ordem, ficam constituídos em nome de Cristo para apascentar a Igreja com a palavra e graça de Deus”. (n. 11)
3) Do que foi dito, fica claro que a estrutura da Igreja é sacramental, de forma a ser ela um sinal sensível que significa e comunica a graça de Deus. A humanidade de Cristo é o sacramento primordial do qual decorre o sacramento da Igreja, Corpo de Cristo prolongado na História, que, por sua vez, ministra os sete sacramentos da vida cristã: Batismo, Crisma, Eucaristia, Reconciliação, Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimônio.
4) Disso decorre que o ser humano em geral – incluindo obviamente aí o Papa e os Bispos – é administrador e não dono daquilo que Cristo, e só Ele, nos concede. Daí não se poder dar a nenhum leigo, em virtude do seu Batismo, a faculdade de celebrar a Santa Missa, posto que tal faculdade supõe o Sacramento da Ordem a inserir o cristão ordenado no sacerdócio único e verdadeiro de Cristo. Este sacramento garante à Igreja a sucessão apostólica ininterrupta. Quem fugisse dele apenas para ter padres estaria, com certeza, promovendo não um bem, mas uma fratura no corpo místico de Cristo.
5) A Constituição Sacrossanctum Concilium, sobre a Liturgia, em seu n. 7, assim se expressa sobre as cinco formas de presença de Cristo na Igreja: “Cristo está sempre presente na sua Igreja, especialmente nas ações litúrgicas. Está presente no sacrifício da Missa, quer na pessoa do ministro – ‘O que se oferece agora pelo ministério sacerdotal é o mesmo que se ofereceu na Cruz’ – quer e, sobretudo, sob as espécies eucarísticas. Está presente com o seu dinamismo nos Sacramentos, de modo que, quando alguém batiza, é o próprio Cristo que batiza. Está presente na sua palavra, pois é Ele que fala ao ser lida na Igreja a Sagrada Escritura. Está presente, enfim, quando a Igreja reza e canta, Ele que prometeu: ‘Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles (Mt 18,20)”.
É importante a menção a Mt 18,20, pois quem defende a consagração do pão e do vinho por parte de leigos evoca essa passagem. Sim, ela é citada como fundamento para afirmar que todos os membros da Igreja possuem, sem nenhuma diferença, o mesmo grau de participação no sacerdócio de Cristo, o que não é verdade, pois o texto conciliar realça a diversidade de participação no único sacerdócio de Nosso Senhor ao fazer referência específica ao ministro ordenado da celebração eucarística.
7) A falta de padres não é argumento dirimente para se dar a leigos a faculdade de consagrar o pão e o vinho. A Igreja pede aos fiéis, sem a possibilidade de Missa por muito tempo, que se unam espiritualmente às Missas celebradas em outras partes do mundo a fim de, com proveito, se beneficiarem delas, e aos Bispos convoca a que usem da Celebração da Palavra conduzida por um(a) leigo(a), na qual a Eucaristia pode ser distribuída pelo Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística, bem como, de um modo cada vez mais intenso, reze e promova orações para que surjam, em suas dioceses, sérias  vocações sacerdotais a serviço do Povo de Deus.
Com tudo o que foi dito, a Igreja não exclui, mas, ao contrário, muito valoriza o Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística, que pode ser um homem ou uma mulher, conforme o Código de Direito Canônico, cânones 910 e 230, que têm o seguinte teor normativo: cânon 910 § 1º “Ministro ordinário da Sagrada Comunhão é o Bispo, o presbítero e o diácono”; § 2º “Ministro extraordinário da Sagrada Comunhão é o acólito ou outro fiel designado de acordo com o cânon 230 § 3”.
Diz o cânon 230 § 3: “Onde a necessidade da Igreja o aconselha, podem também os leigos, na falta de ministros, mesmo não sendo leitores ou acólitos, suprir alguns de seus ofícios, a saber: exercer o ministério da palavra, presidir as orações litúrgicas, administrar o batismo e distribuir a Sagrada Comunhão, de acordo com as prescrições do Direito”.
Eis, ainda, as consoladoras palavras da SM, n. 4: “A cada um dos fiéis ou às comunidades que por motivo de perseguição ou por falta de Sacerdotes se vejam privadas da celebração da Sagrada Eucaristia, durante breve tempo ou mesmo durante um período longo, não faltará, de alguma maneira, a graça do Redentor. Se estiverem animados intimamente pelo voto do Sacramento e unidos na oração com toda a Igreja, invocarem o Senhor e elevarem para Ele os próprios corações, tais fiéis e comunidades vivem, por virtude do Espírito Santo, em comunhão com a Igreja, corpo vivo de Cristo, e com o mesmo Senhor. Mediante o voto do Sacramento, em união com a Igreja, ainda que estejam muito afastados externamente, estão unidos a ela íntima e realmente e, por isso, recebem os frutos do Sacramento; ao passo que aqueles que procuram atribuir-se indevidamente o direito de realizar o Mistério Eucarístico acabam por fechar em si mesma a própria comunidade”.
8) O direito à Eucaristia, a que todo fiel preparado tem, não pode ser solucionado de modo arbitrário, mas de acordo com o que expusemos no item anterior. Só o ministro válida e licitamente ordenado pode celebrá-la, conforme oCatecismo da Igreja Católica, n. 1369 afirma com ricas citações: “‘Seja tida como legítima somente aquela Eucaristia que é presidida pelo bispo ou por quem ele encarregou’ (Santo Inácio de Antioquia, Smyrn. 8,1)”.
“É pelo ministério dos presbíteros que o sacrifício espiritual dos fiéis se consuma em união com o sacrifício de Cristo. Mediador único, que é oferecido na Eucaristia de modo incruento e sacramental, pelas mãos deles, em nome de toda a Igreja, até quando o mesmo Senhor voltar (Presbyterorum Ordinis, 2)”.
9) Por fim, notamos que ensina a Igreja a seguinte verdade de fé: “O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício: ‘É uma só e mesma vítima e Aquele que agora Se oferece pelo ministério dos sacerdotes é o mesmo que outrora Se ofereceu a Si mesmo na cruz; só a maneira de oferecer é que é diferente’. E porque ‘neste divino sacrifício, que se realiza na missa, aquele mesmo Cristo, que a Si mesmo Se ofereceu outrora de modo cruento sobre o altar da cruz, agora está contido e é imolado de modo incruento [...], este sacrifício é verdadeiramente propiciatório’”. (Catecismo da Igreja Católica n. 1367).
Eis como se pode argumentar – com a Igreja – sobre a proposta que andou circulando pelos noticiários, de leigos celebrarem Missas onde faltam padres.
Via: Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro 

sábado, 11 de março de 2017

Pe. Phillippe Laguérie [Superior Geral do IBP] está no Brasil

Imagem meramente ilustrativa 
superior geral do Instituto do Bom Pastor (IBP), o Rvmo. Pe. Phillippe Laguérie, está no Brasil. Neste sábado chegou ao Recife onde celebrou Missa e proferiu palestra. Outras cidades brasileiras deverão ser visitadas, mas ainda não conseguimos as informações da agenda do Padre. Este acontecimento é muito importante para a Missa Tridentina no Brasil. 
Informações com o Apostolado da Missa Tradicional na Arquidiocese de Olinda e Recife 

Dom Keller desvincula-se oficialmente da Sacra Mílicia de Santa Maria

Dom Antonio Carlos Rossi Keller
Pela Graça de Deus e da Santa Sé Apostólica
Bispo de Frederico Westphalen

Frederico Westphalen, 09 de março de 2017

Exmo. Sr.
André Galli
Tenente Portela (RS)


Venho, por meio desta, manifestar minha decisão irrevogável, a partir da data de hoje, de desvinculação da Sacra Ordem Dinástica e Militar da Milícia de Jesus Cristo e de Santa Maria.
Agradeço a atenção recebida e subscrevo-me, atenciosamente,

Antonio Carlos Rossi Keller
Bispo de Frederico Westphalen


Via: ASCOM da Diocese de Frederico Westphalen

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Dom Hélder ou os Santos?


Sempre na época de Carnaval aparecem nas redes sociais dos Católicos jujubas as famosas frases de Dom Hélder Câmara sobre a época de Carnaval, onde ele incentiva os seus fiéis a participarem dos festejos. Abaixo irei deixar o que Dom Hélder falou e o que os Santos da Igreja falaram a respeito do mesmo tema(Alguns a séculos antes), a decisão será sua, ou fica com Dom Hélder ou com os Santos da Igreja, os dois ao mesmo tempo é impossível. 

Dom Hélder Câmara: “Carnaval é a alegria popular. Direi mesmo, uma das raras alegrias que ainda sobram para a minha gente querida. Peca-se muito no carnaval? Não sei o que pesa mais diante de Deus: se excessos, aqui e ali, cometidos por foliões, ou farisaísmo e falta de caridade por parte de quem se julga melhor e mais santo por não brincar o carnaval. Estive recordando sambas e frevos, do disco do Baile da Saudade: ô jardineira por que estas tão triste? Mas o que foi que aconteceu….Tú és muito mais bonita que a camélia que morreu. BRINQUE MEU POVO POVO QUERIDO! MINHA GENTE QUERIDÍSSIMA. É VERDADE QUE QUARTA-FEIRA A LUTA RECOMEÇA. MAS, AO MENOS, SE PÔS UM POUCO DE SONHO NA REALIDADE DURA DA VIDA!”

Já os Santos da Igreja diziam: 

Santa Faustina Kowalska diz: “Nestes dois últimos dias de carnaval, conheci um grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos nestes dias. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista” (Diário, 926).

Santa Margarida Maria Alacoque escreve: “Numa outra vez, no tempo de carnaval, apresentou-me, após a santa comunhão, sob a forma de Ecce Homo, carregando a cruz, todo coberto de chagas e ferimentos. O Sangue adorável corria de toda parte, dizendo com voz dolorosamente triste: Não haverá ninguém que tenha piedade de mim e queira compadecer-se e tomar parte na minha dor no lastimoso estado em que me põem os pecadores, sobretudo, agora”? (Escritos Espirituais).

São Francisco de Sales dizia: “O carnaval: tempo de minhas dores e aflições”.  Naqueles dias, esse santo fazia o retiro espiritual para reparar as graves desordens e o procedimento licencioso de tantos cristãos.
O santo, não contente com a vida mais recolhida que então levava, pregava ainda na igreja diante de um auditório numerosíssimo. Tendo conhecimento que algumas pessoas por ele dirigidas, que se relaxavam um pouco nos dias de carnaval, repreendia-as com brandura e exortava-as à comunhão frequente.

São Vicente Férrer dizia: “O carnaval é um tempo infelicíssimo, no qual os cristãos cometem pecados sobre pecados, e correm à rédea solta para a perdição”.

Servo de Deus João de Foligno dava ao carnaval o nome de: a “Colheita do diabo”.

Santa Catarina de Sena, referindo-se ao carnaval, exclamava entre soluços: “Oh! Que tempo diabólico!”.

São Carlos Borromeu jamais podia compreender como os cristãos podiam conservar este perniciosíssimo costume do paganismo.
Nos dias de Carnaval, o santo castigava o seu corpo com disciplinas e penitências extraordinárias.

Santa Teresa dos Andes escreve: “Nestes três dias de carnaval tivemos o Santíssimo exposto desde a uma, mais ou menos, até pouco antes das 6h. São dias de festa e ao mesmo tempo de tristeza. Podemos fazer tão pouco para reparar tanto pecado”...  (Carta 162).

Santo Afonso Maria de Ligório escreve:
“Não é sem razão mística que a Igreja propõe hoje à nossa meditação, Jesus Cristo predizendo a sua dolorosa Paixão. Deseja a nossa boa Mãe que nós, seus filhos, nos unamos a ela na compaixão de seu divino Esposo, e o consolemos com os nossos obséquios; porquanto, os pecadores, nestes dias mais do que em outros tempos, lhe renovam os ultrajes descritos no Evangelho. Nestes tristes dias os cristãos, e quiçá entre eles alguns dos mais favorecidos, trairão, como Judas, o seu divino Mestre e o entregarão nas mãos do demônio. Eles o trairão, já não às ocultas, senão nas praças e vias públicas, fazendo ostentação de sua traição! Eles o trairão, não por trinta dinheiros, mas por coisas mais vis ainda: pela satisfação de uma paixão, por um torpe prazer e por um divertimento momentâneo. Uma das baixezas mais infames que Jesus Cristo sofreu em sua Paixão, foi que os soldados lhe vendaram os olhos e, como se ele nada visse, o cobriram de escarros, e lhe deram bofetadas, dizendo: Profetiza agora, Cristo, quem te bateu? Ah, meu Senhor! Quantas vezes esses mesmos ignominiosos tormentos não Vos são de novo infligidos nestes dias de extravagância diabólica? Pessoas que se cobrem o rosto com uma máscara, como se Deus assim não pudesse reconhecê-las, não têm vergonha de vomitar em qualquer parte palavras obscenas, cantigas licenciosas, até blasfêmias execráveis contra o Santo Nome de Deus. Sim, pois se, segundo a palavra do Apóstolo, cada pecado é uma renovação da crucifixão do Filho de Deus. Nestes dias Jesus será crucificado centenas e milhares de vezes” (Meditações).
    Por este amigo, a quem o Espírito Santo nos exorta a sermos fiéis no tempo da sua pobreza, podemos entender que é Jesus Cristo, que especialmente nestes dias de carnaval é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que reduzido à extrema penúria. Se um só pecado, como dizem as Escrituras, já desonra a Deus, o injuria e o despreza, imagina quanto o divino Redentor deve ficar aflito neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de toda a espécie, por toda a condição de pessoas, e quiçá por pessoas que lhe estão consagradas. Jesus Cristo não é mais suscetível de dor; mas, se ainda pudesse sofrer, havia de morrer nestes dias desgraçados e havia de morrer tantas vezes quantas são as ofensas que lhe são feitas.
É por isso que os santos, a fim de desagravarem o Senhor de tantos ultrajes, aplicavam-se no tempo de carnaval, de modo especial, ao recolhimento, à penitência, à oração, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor para com o seu Bem-Amado.

Fontes de pesquisa: Blog Santos e Beatos Católicos e Rádio Teresina FM

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

42 novos Seminaristas para o Rio de Janeiro em 2017


O Seminário Propedêutico da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro iniciou o ano letivo com 42 novos Seminaristas. 

Via:  Comunicação da Arquidiocese 

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Desespero em dose dupla


"Os espíritos imundos de muitos possessos saíam, levantando grandes gritos" (Atos 8, 7). Nestes últimos meses ficou claro a forma como tanto Padre Zezinho e o Padre Joãozinho levaram a frente uma verdadeira Cruzada Virtual para tentar frear o chamado Conservadorismo Católico, são quase que diariamente textos saudosistas da era dourada da heresia da libertação, chamando os outros de "Fariseus" e até defendendo a profanação a Santíssima Virgem no Carnaval. 

Mas tudo isso não passa simplesmente de "Desespero", todos os dois sabem que o estilo em que foram formados está sendo exorcizado da Igreja a passos largos, e isso em grande parte graças aos efeitos do Pontificado de Bento XVI, que ainda continua a ter efeitos em nossos dias sombrios de ministério de Francisco. A única pergunta que nos resta fazer é: Até quando vão ficar esperneando? Seria mais fácil ir atrás das vocações jujubas e tentar mudar na quantidade, pois até agora só levaram surra. 

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Dom Schneider ordenou 7 sub-diáconos da FSSP

O seminário da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro, que se encontra em Wigratzbad (Alemanha), está em festa. D. Athanasius Schneider conferiu as ordens menores a 16 seminaristas e ordenou 7 sub-diáconos de vários países: França, Brasil, Itália e Polónia.


Veja mais imagens: 








Via: Senza Pagare 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Visita Imperial a Santa Catarina


AGENDA DOS PRÍNCIPES

Entre os dias 9 e 11 de março, S.A.I.R. o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, estará no Estado de Santa Catarina, representando a Casa Imperial Brasileira nas comemorações do Sesquicentenário da Fundação da Colônia Imperial Príncipe Dom Pedro.

Fundada em 10 de março de 1867, por um grupo de 98 imigrantes estadunidenses liderados pelo inglês Dr. Barzillar Cottle, que havia sido nomeado pelo Imperador Dom Pedro II para formar uma colônia na confluência do Ribeirão Águas Claras com o Rio Itajaí Mirim, no território hoje equivalente aos Municípios de Botuverá, Vidal Ramos e Nova Trento. O assentamento foi nomeado em homenagem ao filho caçula do Imperador, o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Pedro de Bragança, falecido em 1847, com dois anos de idade incompletos.

Será esta uma grata oportunidade de congregar veteranos e jovens monarquistas de toda a região, difundido o ideal monarquista entre os habitantes locais, em uma série de eventos que irão evocar todo o prestígio e beleza dos tempos do Império, tudo coroado pela presença do atual Príncipe Imperial do Brasil, sobrinho-bisneto do Príncipe em homenagem ao qual a Colônia foi nomeada.

Ainda na semana que vem, divulgaremos o cronograma completo da estadia do Príncipe Imperial em Santa Catarina.

Via: Pró Monarquia - Casa Imperial do Brasil